O que são piolhos e como se pega

Piolhos são pequenos insetos parasitas que se alimentam de sangue humano.

Existem, na verdade, três tipos diferentes de piolhos que infestam seres humanos, cada um com um “sobrenome” próprio:

Pediculus humanus capitis — o piolho do couro cabeludo, o mais comum, especialmente em crianças que frequentam escolas e creches. (É sobre este que desenvolverei o protocolo)

• Pediculus humanus corporis — o piolho do corpo, mais associado a populações em condições precárias de higiene, pois se aloja principalmente nas roupas.

• Pthirus pubis — o piolho da região pubiana, conhecido popularmente como “chato”, que pode infestar também pelos grossos de axilas e barba. 

👉 Embora todos recebam o nome popular de “piolho”, são espécies diferentes e não se transmitem de uma região para outra.

Neste protocolo, vamos tratar apenas da pediculose do couro cabeludo, por ser a mais frequente na infância.

Os piolhos do couro cabeludo não pulam nem voam — apenas se arrastam rapidamente entre os fios, mas mesmo assim são altamente contagiosos e se espalham principalmente por contato direto cabeça a cabeça, ou por meio do compartilhamento de objetos pessoais, como pentes, bonés, tiaras, toalhas e travesseiros.

📌 Nota Etimológica O termo pediculose vem do latim pediculus, que significa piolho. O sufixo -ose (do grego -osis) indica uma condição ou infestação.

👉 Assim, pediculose = condição de estar com piolhos.

 ⚠️ Apesar da semelhança, não tem relação com a palavra “pé” (pes, pedis em latim), de onde vêm termos como pedal ou pedestre. A confusão acontece porque as raízes se parecem, mas são diferentes na origem e no significado.

Ciclo de vida do piolho

• Ovo (lêndea): colado próximo à raiz do cabelo, parece uma casquinha branca. Eclode em cerca de 7 a 10 dias.

• Ninfa: estágio jovem; parece um piolho pequeno e já se alimenta de sangue.

• Adulto: vive cerca de 30 dias no couro cabeludo e põe de 6 a 10 ovos por dia.

• Fora do corpo humano, o piolho sobrevive por apenas 2 dias.

📝 Importante: como as lêndeas demoram alguns dias para eclodir, o tratamento deve ser repetido após 7 a 10 dias para eliminar novos piolhos que nascerem.

Tratamento mecânico

1. Para meninos: se possível, cortar o cabelo bem curto para facilitar a remoção e impedir que os piolhos se abriguem.

2. Para meninas (ou meninos com cabelo comprido):

• Umedecer o cabelo e aplicar bastante condicionador ou óleo de coco (isso imobiliza os piolhos).

• Passar um pente fino metálico mecha por mecha, da raiz até as pontas, limpando o pente a cada passada.

• Repetir o processo diariamente por 7-10 dias.

⚠️ Descarte correto:

• Ir colocando dia após dia os piolhos e lêndeas removidos em um pote com álcool. Isso mata os parasitas. Ao final do tratamento, jogar o conteúdo na privada e dar descarga.

• Ou colocar os piolhos e lêndeas em um saco e dar um nó bem firme.

• Não jogue direto no lixo, pois podem sobreviver. 

Tratamentos naturais auxiliares

• Vinagre de maçã: misturar partes iguais de vinagre de maçã e água morna. Aplicar no couro cabeludo, deixar agir 15 minutos e enxaguar. O vinagre ajuda a soltar as lêndeas do cabelo.

• Óleo de coco ou azeite de oliva: aplicar uma camada espessa no couro cabeludo à noite, cobrir com touca e deixar agir por 8 horas. Isso asfixia os piolhos. Lavar e pentear pela manhã com pente fino.

💡 Obs: Tratamentos naturais não matam os ovos, então devem ser combinados com o pente fino diário.

Tratamento medicamentoso — Ivermectina

A ivermectina é um antiparasitário de baixa toxicidade e muito seguro quando usado nas doses recomendadas. Ela paralisa o sistema nervoso do piolho, levando à sua morte.

Posologia oral:

• Crianças: 200 mcg por kg de peso corporal, dose única. (Ex: criança de 20 kg = 4 mg)

• Adultos: 6 mg a 12 mg, dose única (ajustada conforme peso)

• Repetir a dose após 7 a 10 dias para eliminar os piolhos que nascerem das lêndeas.

💡 Deve-se engolir os comprimidos com água, após refeição. Pode-se triturar os comprimidos e misturar em líquido ou alimento, se a criança não conseguir engolir inteiro.

Prevenção e cuidados durante o tratamento

• Tratar todos os membros da família que tiveram contato próximo. Mesmo quem não apresenta piolhos visíveis pode receber a dose preventiva de ivermectina (mesma dose por peso, dose única).

• Lavar lençóis, fronhas, toalhas, gorros e roupas usadas recentemente em água quente (>60 °C) e, se possível, secar no sol ou secadora quente.

• Objetos que não podem ser lavados (bichos de pelúcia, chapéus) devem ser ensacados por 48 horas para matar piolhos por falta de alimento.

Uso de xampus pediculicidas

• Pode-se usar um xampu específico contra piolhos (à base de permetrina ou dimeticona) conforme orientação da bula. Compra-se em farmácia comum. Peça auxílio do farmacêutico.

• Aplicar sobre os cabelos secos, deixar agir o tempo indicado e enxaguar.

• Repetir em 7 a 10 dias.

⚠️ Evite o uso excessivo ou repetido de produtos químicos, pois podem causar irritação na pele e resistência dos piolhos.

Inflamação do couro cabeludo pela coceira do piolho

Muitas crianças com pediculose acabam apresentando couro cabeludo inflamado, irritado e até com pequenas feridinhas, resultado da coceira intensa. Nesses casos, além do tratamento para eliminar os piolhos, é fundamental acalmar a pele, reduzir a inflamação e prevenir infecção secundária.

Aqui estão as opções naturais e seguras, com receitinhas bem práticas:


🌿 Óleos vegetais e essenciais para acalmar e cicatrizar

1. Óleo de coco + óleo essencial de melaleuca (tea tree)

• 1 colher de sopa de óleo de coco

• 1-2 gota de óleo essencial de melaleuca

👉 Misturar bem e aplicar com algodão apenas nas áreas mais inflamadas. A melaleuca é antisséptica e cicatrizante.

⚠️ Não exagerar na quantidade de óleo essencial.


2. Óleo de copaíba

• Pode ser usado puro, 1 a 2 gotas aplicadas suavemente na área irritada.

• Tem ação anti-inflamatória e cicatrizante. 

3. Óleo de andiroba

• Pode ser usado puro em alternância com o óleo de coco (meia colher de chá aplicado na área).

• Excelente anti-inflamatório e repelente natural. 

💧 Outras opções naturais simples

1. Babosa (gel de aloe vera fresco)

• Aplicar o gel diretamente no couro cabeludo inflamado 2x/dia.
• Tem ação calmante, cicatrizante e refrescante. 

2. Vinagre de maçã diluído

• 1 colher de sopa em ½ copo de água morna.

• Passar com algodão apenas onde não há ferida aberta. Ajuda a soltar lêndeas e acalma coceira. 

🧴 Produtos prontos de fácil acesso (farmácia/manipulação)

1. Óleo ozonizado (como azeite ozonizado ou girassol ozonizado)

• Já encontrado em algumas farmácias de manipulação e drogarias.

• Pode ser aplicado puro, em fina camada, 1-2x ao dia, nas áreas inflamadas. É cicatrizante, antibacteriano e antifúngico. 

2. Pomadas naturais cicatrizantes

• Exemplos: pomada de calêndula, de própolis ou de babosa (vendidas em farmácias de produtos naturais ou de manipulação).

• Aplicar uma fina camada 1 a 2x ao dia no couro cabeludo, evitando excesso para não engordurar demais os fios. 

Orientações para escolas

• A criança com piolhos não deve ir à escola até estar tratada.

• Após o tratamento, verificar diariamente com pente fino por 2 semanas. 

• Meninas devem ir com o cabelo preso em coque e, se possível, usar lenços ou faixas para evitar contato direto com outros cabelos.

• Informar os pais que existe criança na turma com pediculose – preservando o nome da criança - e pedir que cada família inspecione sua criança, enviando-a para a escola apenas após comprovar que está sem piolhos.

• Creches de população carente que identificam que as famílias não conseguem fazer o tratamento podem solicitar autorização dos pais para os próprios profissionais da escola fazerem a inspeção. É possível chamar as mães que são mais presentes e atenciosas e solicitar ajuda para passar o pente em todas as meninas da turma, ensinando como se faz. Assim todas passarão pelo mesmo tratamento e nenhuma se sentirá exposta.

Contraindicações e cuidados especiais

• Não usar ivermectina em crianças com menos de 15 kg sem prescrição médica.

• Evitar xampus químicos em gestantes, lactantes e crianças muito pequenas — priorizar métodos mecânicos e naturais.

• Evitar álcool ou produtos agressivos sobre áreas machucadas do couro cabeludo.

• Testar antes em pequena área para excluir alergia (sobretudo com óleos essenciais e o xampu).

• Se houver sinais de infecção no couro cabeludo (pus, mau cheiro, dor forte), buscar atendimento médico. 

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