Qual é a Dieta do Ser Humano?


Atualmente o mundo está cheio de defensores ferrenhos de um tipo específico de dieta. Tem os vegetarianos, os veganos, os carnívoros estritos ou Lions, os Animal Based, os ancestrais, os cetogênicos, os low carbs e muitos outros…

O que EU penso sobre o assunto?

Gosto de pensar que Deus criou cada espécie animal e deu a cada uma sua própria dieta. A dieta ideal para aquele animal.

Então, por exemplo, a abelha não fica “pensando” se vai comer néctar e pólen ou se é melhor passar a se alimentar de restos de lixo como as moscas. A vaca come seu capim sem nem “pensar” se um peixe ali do rio seria mais gostoso. Bem como o sapo come os insetos sem jamais “imaginar” como seria comer sementes e frutas como fazem os passarinhos… Então, em um determinado momento, Deus criou os seres humanos, e, claro, pensou na dieta ideal para nós! E qual é?

Hoje em dia existe toda essa confusão, por isso prefiro olhar para o PASSADO.

Sabemos que os primeiros humanos, do gênero Homo, surgiram na África há cerca de 2.5 milhões de anos. Já fabricavam ferramentas de pedra e possuíam uma linguagem rudimentar. O Homo sapiens, nossa espécie, surgiu na África entre 300.000 e 200.000 anos atrás e se espalhou pelo mundo.

Ora, esses seres humanos primitivos não tinham, como agora, esse “pensar” e essa “imaginação” de ficar discutindo “O que é comida?” Eles apenas comiam.

E o que eles comiam? É consenso nos estudos arqueológicos que a alimentação ancestral era baseada na CAÇA – ou seja, na carne. Nas pinturas das cavernas rupestres, sempre há os desenhos do homem caçando. O homem inventou o arco e fecha, o machado, a lança. Tudo para poder caçar cada vez com maior eficiência.

Então fica claro que o veganismo e o vegetarianismo são ideologias muito recentes. Jamais se encontrou uma tribo do passado que tenha sido vegana.

Entretanto, não só da caça vivia o homem! Existiram sim tribos que eram carnívoros quase estritos, principalmente os que viviam em regiões de frio intenso ou de desertos. Porém, quando o ser humano vivia em regiões que tinham frutas e raízes, ele sempre colheu! Não eram considerados a “refeição principal”, mas eram colhidos e levados para a tribo com alegria.

E, como os Maasai, tribo ancestral que ainda vive nos dias atuais de alimentação à base de leite cru, carne crua e sangue cru de gado, quando encontravam uma colmeia, era demonstração de bravura conseguir recolher todo o mel, que era muito apreciado!

Outro exemplo atual são os Hadza, também da África, que continuam sendo basicamente caçadores até os dias de hoje. Mas além da caça, também apreciam bastante o mel e comem algumas frutas e raízes. Então, por MILHARES de anos, nossos antepassados comeram uma dieta Animal Based, isto é, prioritariamente carne. E com acréscimos de frutas, raízes e mel.

Verduras como as hortaliças que conhecemos hoje, por exemplo alface, rúcula, brócolis, couve-flor etc. simplesmente não existiam. São criações muito recentes a partir de modificações genéticas e hibridizações.

No passado, o ser humano comia folhagens apenas como uso medicinal. Assim, a comida era a carne e o remédio eram as plantas.

E foi assim por milhares e mais milhares e mais milhares de anos… Uma dieta que está impressa em nossos genes. O tipo de dieta ao qual estamos mais adaptados.

Até que, cerca de apenas 12 mil anos atrás, iniciou-se a agricultura. Com isso, o ser humano de forma alguma se tornou vegetariano. Apenas aumentou a disponibilidade de alguns itens vegetais, como o trigo e o milho por exemplo. Fez-se o pão.

Nas grandes civilizações, como a egípcia, a grega, a romana, comida a base de pão era para os pobres. E, aí, de fato houve um declínio da saúde. Múmias egípcias pós agricultura já apresentam cáries e ossos com osteopenia. Houve inclusive diminuição da estatura e do volume cerebral!

Então o ser humano passou pelo menos os últimos 5 mil anos com uma alimentação onívora a base de carne, ovos, leite cru, queijos, manteiga, frutas, raízes e grãos.

Até a década de 50-70 se tinha pouca notícia de doenças que são verdadeiras epidemias nos tempos atuais, como obesidade, diabetes, deficiências cardíacas, Alzheimer, autismo e câncer. Essas doenças existiam, mas eram uma raridade!

E o que aconteceu justamente nessa época? Aqui que você tem que entender que começaram, de fato, todos os SEUS problemas, pois é a dieta que foi implementada a partir dessas décadas que está colocando a saúde do ser humano no lixo!

Pois bem, em primeiro lugar, inventou-se o terror pela gordura animal, relacionando-a erroneamente com o aumento do colesterol e os problemas cardíacos. A banha de porco, o sebo do boi, a picanha gordurosa e até a manteiga tornaram-se vilões. Para quê? Para conseguir colocar no mercado e vender um óleo lubrificante de gosto péssimo para ser usado no lugar: o óleo de soja!

Convença-se de uma vez por todas sobre os malefícios do óleo de soja e de todos os óleos de sementes, como milho, canola, girassol etc. lendo este artigo aqui: Óleo de Soja

Óleo de Soja

Em segundo lugar, ao colocar a carne e os ovos como vilões, sugerindo que as pessoas comessem com “moderação”, aumentou-se o consumo das farinhas, levando para todas as refeições o pão, o bolo, a torta, os pastéis, a pizza, a lasanha… E para facilitar a vida da dona de casa, colocou-se tudo isso de forma industrializada à venda nos supermercados. A torta antes feita em casa, quebrando os ovos, usando banha, usando recheio de carne… agora podia ser comprada pronta ou quase pronta, com uso de ovos em pó, óleo de soja, salsichas como recheio, aromatizantes, conservantes, realçador de sabor glutamato monossódico etc. O jeito americano de comer!

Já não estava nada bem esta alimentação, que passou de uma base proteica para de carboidrato refinado. Veja bem, uma coisa é o carboidrato complexo, uma batata, uma mandioca, um milho… outra coisa são farinhas, carboidratos simples refinados que são praticamente o mesmo que açúcar, com alto índice e carga glicêmica! Trazem energia rápida ao organismo na forma de glicose fácil, mas pouquíssima nutrição. Logo, a pessoa sente fome novamente a cada 2-3 horas. E foi nesse momento que se consolidou uma das maiores mentiras da atualidade: a pirâmide alimentar e a recomendação dos médicos e nutricionistas que se deveria comer a cada 3h.

Imagina o homem primitivo num consultório de nutricionista, recebendo a recomendação de comer a cada 3h e vendo uma pirâmide alimentar cuja base é farinha refinada e a carne está apenas no topo… Neste momento, o mundo ficou de cabeça pra baixo!

Mas tudo desandou completamente quando, na década de 60, houve uma grande praga de gafanhotos que dizimou as plantações de trigo americanas e mexicanas. Desesperados, os produtores e o governo americano financiaram pesquisas para tornar o trigo mais resistente às pragas. O trigo foi para o laboratório e sofreu inúmeras modificações genéticas, de fato, tornando-se muito mais resistente, porém também com 400 vezes mais glúten e com maior afinidade com o glifosato, agrotóxico que é um verdadeiro veneno para a saúde humana.

Assim, o trigo tornou-se outro. Já não era mais o trigo do “pão de Cristo”, o trigo dos nossos avós… era um novo trigo envenenado com alto poder de inflamar o intestino, causando hiperpermeabilidade, causa primária de inúmeras doenças! E é esse trigo que consumimos aqui no Brasil. Que é, por exemplo, diferente do trigo italiano, onde é proibido o uso do glifosato e usam outra variedade de trigo, menos modificada geneticamente.

Se quer de uma vez por todas entender os malefícios do glúten, assista a este vídeo: https://youtu.be/udNtXYMasa0

E como se não bastasse, começou-se, a partir da década de 70, a enriquecer muitos alimentos, principalmente as farinhas, com ferro e ácido fólico. Sobre os malefícios dessa prática, ainda farei um artigo específico.

Então, resumindo:
- óleos de sementes em detrimento da nutritiva gordura animal,
- farinha como base alimentar em detrimento de uma refeição ancestral,
- alimentos enriquecidos com ferro e ácido fólico
- e a alta toxidade do glúten/glifosato…
isso sem falar no excesso de açúcares e toxinas presentes nos refrigerantes, sucos de caixinha, pirulitos, chicletes, balas etc. consumidos diariamente em quase todas as famílias...

Assim, formou-se uma geração adulta nascida a partir de 1950 com intestino em disbiose e hiperpermeável. Pouco nutrida. Com resistência à insulina. Obesa. 

Assistir ao vídeo sobre o Glúten = vilão

Agora são os nossos idosos, que já não são mais sábios, são dementes, têm Alzheimer…

Essa geração – minha mãe, por exemplo – me teve e já me passou sua disbiose, sua candidíase... Fui uma criança com muitas dores de ouvido, dores de garganta… qualquer ventinho fazia resfriar… Raramente tomava vermífugos. Vivia tomando antibióticos… Era alérgica a tudo.

E a geração nascida em 1970-1980 (a minha), já esteve completamente dentro desta dieta mentirosa da pirâmide alimentar. Pouco ou nada desparasitou. Tomou muitos antibióticos. Está cheia de cáries. Intestino péssimo. Muito cedo já com hipotireoidismo. Pedras de vesícula. Gordura no fígado. Cistos e miomas. Endometriose. Fibromialgia. Pré-diabetes. Ansiedade e depressão…

E a nova geração, nossos filhos… que tristeza! Está difícil encontrar uma criança “normal”, uma criança forte, que possa brincar no barro e na chuva, pular na cachoeira fria e nada acontecer! São crianças débeis, fracas, que cedo têm bronquites, bronquiolites, pneumonias, asma, dermatites… E que estão pipocando nos diagnósticos de TEA, TOD, TDAH…

São o resultado de uma dieta totalmente inadequada. O mesmo que aconteceria com a população das abelhas se decidissem trocar o néctar pelas sementes, com a população dos sapos se trocassem os insetos pela grama...

Pois bem. Qual a solução? O que fazer?

É muito simples essa resposta.

Você mesmo já sabe.

Precisa voltar a comer como antigamente.

Pare de comprar comida no supermercado. Comida se compra no açougue e na feira. Carne, ovos, frutas e vegetais.

Pense assim:

Isso nasceu? Sim. Então é comida e faz bem. (carne, ovo, raízes, frutas...)

Isso nasceu? Não. Então não é comida, é produto alimentício e faz mal. (Bolo, pão, etc.)

Sim. Os produtos alimentícios de supermercado são gostosos. Concordo! Claro, eles justamente foram criados para serem deliciosos, para viciarem seu paladar, para que você compre, compre, compre…

Não precisa deixar de comer seu bolo, sua torta, sua pizza… porém, entenda que não pode ser a base de sua alimentação. Isso é comida de final de semana, de festa!

E, se você está no buraco, cheio de problemas de saúde, não deve consumir nada inflamatório nem no final de semana. Precisa passar por um verdadeiro detox de pelo menos 1-2 anos para colocar sua saúde no patamar ótimo de novo!

Então, para quem está ok com a saúde e só está aqui para aprender um pouquinho mais, acredito que já entendeu e sabe o que precisa ser feito. Porém, para quem está mal, muito mal… precisa realmente fazer uma dieta mais restritiva. Para este caso, eu recomendo, sim, a carnívora estrita, porque ela consegue, em apenas 3 meses, reverter muitos problemas sérios de saúde.

Eu não defendo a carnívora estrita como estilo de vida “para sempre”. Eu não tenho uma dieta carnívora estrita. Porém, para recuperar minha saúde, eu fiz a dieta carnívora estrita por 100 dias. E após isso, voltei a comer frutas (moro em chácara, tenho o luxo de ter frutas no pé!), raízes, chocolate feito em casa e no final de semana outras coisas, como macarrão, tortas e bolos (sem glúten).

Portanto, se você é valente e quer realizar a dieta carnívora estrita por 100 dias como melhor forma de mais rapidamente recuperar a saúde, clique no botão abaixo para aprender especificamente sobre essa dieta!

Dieta Carnívora Estrita 

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