Dieta Carnívora Estrita

A dieta carnívora é anti-inflamatória. Nosso suco gástrico de 1,0-1,5 de Ph é mais ácido que o do cachorro e do leão, sendo mais similar ao do urubu. Nosso estômago se assemelha ao do lobo, do cão, do gato. Não tem a ver com o do gorila (barrigudo), muito menos com o da vaca (ruminante). A mastigação é vertical, diferente dos ruminantes.

Por ser quase 100% digerida no estômago, a carne permite que o intestino se desinflame e se regenere naturalmente. Normalmente uma pessoa com estômago de ph saudável digere uma refeição só de carne em pouco tempo, principalmente se for ingerida sem nenhum outro alimento. 

A gordura e o colágeno animal selam as nossas paredes intestinais.

Os vegetais, sobretudo os que têm antinutrientes como glúten e afins (cada grão tem sua “cola” com nomes diferentes) sobrecarregam o intestino, aumentam a flora intestinal já desregulada e fermentam no intestino delgado. Muitos deles saem mal digeridos nas fezes e até inteiros, como milho, feijão, casca de tomate… Porém, jamais um pedaço sequer de carne!

Todos os vegetais apresentam alguma toxicidade, pois não querem ser comidos. A única parte do vegetal que “quer ser comida” é o fruto quando maduro, para ser semeado depois. A carne não tem toxicidade alguma, por isso é muito mais nutritiva, com seus nutrientes todos biodisponíveis para nós.

As sementes das plantas possuem, de fato, muitos nutrientes, porém são protegidos em forma de antinutrientes como defesa contra fungos e bactérias e contra os animais que as podem comer. O objetivo da semente é manter esses nutrientes para si mesma até germinar. Por isso, não são biodisponíveis para quem as vai comer. Então passam pelo estômago e vão para o nosso intestino praticamente intactas e, se encontram outros nutrientes, por exemplo zinco, íons de cálcio, magnésio, ferro, os “roubam” para elas e saem juntos nas fezes porque querem ser “plantadas”. Ou seja, em vez de nutrir, o efeito é o contrário. Então, quando você procura na internet as propriedades nutritivas de um vegetal, pode encontrar uma lista completa, mas não significa que esses nutrientes serão absorvidos em seu intestino.

Por esse motivo, comer muito vegetal resulta em um volume enorme de fezes, até várias vezes ao dia. E isso é considerado vantajoso… Mas por que seria? Ora, se aquilo está sendo excretado pelo corpo, ele não o quer. O cheiro putrefato e os gases mostram que as fezes estão em ambiente fermentado. O carnívoro estrito não defeca todos os dias e tem poucas fezes, sem mau cheiro. Porque o alimento que ingere está, de fato, sendo praticamente todo absorvido pelo organismo.

O homem primitivo sempre se alimentou de carne, dominando o fogo para cozinhá-la. Criou o arco e a flecha para caçar. Pintou nas cavernas os animais abatidos, mas jamais pintou um vegetal a ser comido. Nos tempos de inverno rigoroso, com o chão coberto pela neve, não havia vegetais. A caça era sua salvação, por no mínimo 3 meses. Nos outros meses, uma raiz ou outra, uma fruta ou outra, colhida no pé. Deus criou o ser humano para comer principalmente carne.

Nossa espécie surgiu há 200-300 mil anos. A calota craniana passou de 1200 a 1900 ml de volume entre 40 - 30 mil anos. E depois decaiu… Entre 20 - 10mil anos atrás, reduziu para 1700 ml, justamente com o advento de quê? Da agricultura.

O que forma o cérebro do bebê? É a gordura e o colesterol. Que está, em sua maioria, na carne. E de que é composto o leite materno que nutre o bebê? De gordura, principalmente. O bebê que mama está numa dieta cetogênica, portanto. Nada mais natural que continue assim, em vez de comer papinha de arroz, feijão e macarrão.

A análise da taxa de nitrogênio marcado radioativo relacionado com o total de energia/proteína em homens primitivos é entre 12% e 13,5%, o que sugere que eles eram, de fato, supercarnívoros, ocupando o topo da cadeia alimentar. Nos herbívoros, a taxa é entre 7-10%, nos onívoros entre 5-9% e nos carnívoros entre 6-12%. Essa descoberta lança luz sobre os hábitos alimentares e a adaptação desses grupos antigos. 

Como Fazer a Dieta

Fazer a dieta carnívora por 100 dias e depois alternar com a Dieta Crunch, conforme explicado no livro “Como Sobreviver na Selva Urbana”, do Peter Picolin. Link do livro no tópico sobre o autor. (Continuar com a dieta carnívora após os 100 dias em caso de doenças mais sérias – até curar completamente.)

Comer apenas carne feita na gordura animal (banha, sebo – pode-se reaproveitar) temperada com sal integral. Não somente carnes magras, mas com gordura. Se não houver gordura suficiente no corte da carne, acrescentar bacon artesanal (tudo bem que contenha nitrito/nitrato, mas sem glutamato), panceta, manteiga de boa qualidade ou uma colher de banha.

Após as 3 primeiras semanas ingerindo somente carne, acrescentar a gema de ovo. Sentindo-se bem, após o primeiro mês completo, introduzir ovos (gema + clara) à vontade. Essa restrição é necessária porque muitas pessoas têm nos intestinos um tipo de fungo em quantidade aumentada, que foi nutrido no ovo, pela indústria química, especialmente na clara, e lhes chegou ao organismo por meio das inoculações e remédios. É necessário controlar sua proliferação.

Ficar totalmente sem laticínios por 100 dias, exceto a manteiga. Em caso de intolerância severa à lactose, introduzir a manteiga apenas após o primeiro mês e observar se passou a tolerar bem.

Pelo menos uma vez na semana, consumir miúdos. Por exemplo, fígado bovino, sendo que para quem não aprecia, fica muito gostoso se feito junto à carne moída e ao bacon.

Extras: Permitido água mineral com gás, água com limão espremido, água de coco (com moderação), óleo de coco, 1 xícara de café coado sem adoçar antes das 15h, chás sem adoçar (gengibre, orégano, alecrim, camomila, melissa), 2 tabletinhos de chocolate sem açúcar (só cacau, óleo de coco e mel – ver receita no canal NaturAlineRusso) e mel (com moderação).

Proibido nos 100 dias: verduras, legumes, frutas, óleos vegetais (exceto de coco extra virgem), grãos, laticínios (exceto manteiga), castanhas e farinhas. Após os 100 dias, ingerir frutas, mas somente as amadurecidas no pé e da estação, raízes e outros (ver dieta Crunch).

Não usar micro-ondas.

Reações comuns: é normal ter diarreia ou dor de cabeça durante as primeiras duas semanas da dieta. Neste caso, aumente o consumo de água, bebendo aos poucos e diluindo ou mastigando um grão de sal grosso integral.

Caso você tenha hipocloridria (baixa acidez estomacal) e sinta desconfortos como empanzinamento ou arrotos quando aumenta o consumo das carnes, mande manipular ou compre pronta betaína HCL (ácido estomacal) 150mg. Tome de 1 a 3 cápsulas e vá observando que quantidade ajuda na digestão. Vá regulando, usando menos ou mais dependendo da quantidade de carne e gordura. Tome logo antes da refeição e dispense assim que o aparelho gástrico se cure.

Onde comprar a Betaína HCL:
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Vídeos sobre a dieta

Assista abaixo à Playlist do canal NaturAlineRusso específica sobre a Dieta Carnívora:

Playlist Dieta Carnívora

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